quinta-feira, 21 de setembro de 2017

terça-feira, 19 de setembro de 2017

16:26

Em 2008 eu lia o blog de uma moça e era encantada pela vida dela. Ela era "das baladas", postava algumas fotos, mas falava bastante dos pensamentos e sentimentos dela. Lembro de um post em que ela descrevia a vida perfeita. Ela, o companheiro, uma casinha no interior. Dia desses a encontrei por acaso no instagram. Ela vive no interior, com o companheiro e dois filhos lindos. Fiquei tão feliz por ela. É bizarro isso de você acompanhar a vida de alguém, torcer por ela, ficar feliz e ela sequer saber da sua existência. É bizarro demais, mas eu fiquei bastante feliz.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

12:40

Eu me sinto completamente egoísta, incapaz de sentir felicidade pelo outro. Racionalmente eu sei que eu não devia pensar só na minha dor. Eu devia pensar na felicidade do outro, nos novos caminhos que ele está seguindo. Mas tem a dor e o medo e a insegurança.

Pain, always pain


Pain, I love pain

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

23:59

A pior coisa da tristeza é que ela vicia. Quando você deixa de senti-la parece que falta alguma coisa na sua vida. Mas quando ela vem, ela dilacera.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

The only reason I stay is to care for you

Semana retrasada tive consulta. A médica perguntou se eu estava pronta para deixar o remédio. Eu disse que tinha medo de voltar a me sentir daquele jeito.

Ontem me senti daquele jeito. Começou com uma leve ansiedade e virou um buraco no meu peito, um choro preso na garganta e uma inquietude, aquela agitação sem motivo aparente.

Achei que era por causa de D. Eu me preocupo com ele e com as bostas que ele está lidando. J. também não anda bem, domingo me disse estar sem forças. C. se afastou, não anda bem. T. tomou remédios. Por sorte eram poucos e não surtiram muito efeito.

Eu queria abraçar todos eles e dizer que vai ficar tudo bem para eles, para mim. E. me veio à cabeça em meio a toda essa tempestade, os sentimentos de culpa de não ter percebido, de não ter estado lá. E. não está mais aqui, sinto necessidade de cuidar dos que estão, mesmo que isso me desgaste. Esponja emocional é um nome bastante brega, mas sou assim. Preciso ser assim, preciso me sentir útil, preciso cuidar.

Às vezes a vontade era sentar e chorar, esperar que alguém me abrace e tome as rédeas da minha vida. Mas ninguém fará isso.

domingo, 20 de agosto de 2017

20:43

Conheci uma escritora que pensava seus enredos a partir de acontecimentos da vida real. Uma mulher que se jogou de um prédio, uma conversa durante um almoço, um cara que era viciado em putas. Nessa semana ouvi falar de uma diretora que criou um filme baseado no que ouviu sobre a tia de uma amiga. Eu sempre me questionei de onde viria a inspiração dessas mulheres que sempre amei ler. Da Sylvia eu sei que era da vida, das três vezes. Eu nunca consegui observar os detalhes sutis do dia a dia nem para fotografar, quanto mais para escrever. Minha amiga-alma-gêmea sempre me dizia para escrever sobre essa coisa de não escrever, Bukowski era assim. Hoje vi o livro dele sobre gatos. Eu queria muito o livro dele sobre gatos, porque apesar de ser um escroto, ele amava gatos. Acho que todo mundo acaba defendendo alguém que não devia. Quem gosta de gatos me dobra, infelizmente. E o bizarro é pensar que entrei numa trama nada saudável de uma pessoa que odiava gatos. Depois de quase três anos e de muitos textos neste blog que consegui matar o sentimento. Matei e cuspi em cima. Tenho uma foto dela que encontrei num blog antigo. Ela está com o filho no colo, ainda bem pequeno, ambos olham para um gato que está no telhado. Estava aquela luz de fim de tarde, bem baixa já. É triste pensar que nunca mais terei essa cena exata. Mas taí, uma cena da qual eu poderia partir para escrever algo. Quem sabe um dia eu arrumo talento.