domingo, 5 de novembro de 2017

...to eternity

A gente se conheceu numa fila de cinema. Ia passar o documentário do Nick Cave e ele não queria furar fila. A conexão foi instantânea, aquele sorriso largo dele me fisgou. Choramos juntos. Depois veio Elliott Smith. Alguns filmes da Mostra de 2015. A gente também viu "A Bruxa". Fora as cervejas em botecos sujos da Augusta. E no começo desse ano, que ele disse que tava triste e eu saí correndo pra tomar um café com ele. Postar Nick Cave um pro outro nos aniversários era uma tradição. Tô aqui ouvindo "The Weeping Song" no repeat e pensando nele, naquele abraço que eu amava, abraço apertado, sorriso sincero. Ele era uma das pessoas que eu mais amava abraçar. Há algumas semanas eu vi "Possessão" sentada do lado dele. Eu não sabia que seria a última vez que a gente ia se ver.

domingo, 29 de outubro de 2017

22:00

Antes eu pensava que não devia estar ali, mas sim em casa.
Agora não sei onde deveria estar.
Não quero estar em lugar algum.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

terça-feira, 19 de setembro de 2017

16:26

Em 2008 eu lia o blog de uma moça e era encantada pela vida dela. Ela era "das baladas", postava algumas fotos, mas falava bastante dos pensamentos e sentimentos dela. Lembro de um post em que ela descrevia a vida perfeita. Ela, o companheiro, uma casinha no interior. Dia desses a encontrei por acaso no instagram. Ela vive no interior, com o companheiro e dois filhos lindos. Fiquei tão feliz por ela. É bizarro isso de você acompanhar a vida de alguém, torcer por ela, ficar feliz e ela sequer saber da sua existência. É bizarro demais, mas eu fiquei bastante feliz.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

12:40

Eu me sinto completamente egoísta, incapaz de sentir felicidade pelo outro. Racionalmente eu sei que eu não devia pensar só na minha dor. Eu devia pensar na felicidade do outro, nos novos caminhos que ele está seguindo. Mas tem a dor e o medo e a insegurança.

Pain, always pain


Pain, I love pain

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

23:59

A pior coisa da tristeza é que ela vicia. Quando você deixa de senti-la parece que falta alguma coisa na sua vida. Mas quando ela vem, ela dilacera.